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Domingo da Divina Misericórdia: origem, significado e indulgência plenária

Todos os anos, a Igreja celebra, no segundo domingo do tempo pascal, a Festa da Divina Misericórdia. A celebração foi instituída oficialmente pelo Papa São João Paulo II no ano 2000, durante a cerimônia de canonização de Santa Faustina.

A Festa da Divina Misericórdia e Santa Faustina Kowalska

A Festa da Divina Misericórdia está baseada em revelações privadas feitas por Nosso Senhor Jesus Cristo a Santa Faustina Kowalska, que transmitiu as mensagens sobre a Divina Misericórdia ao povoado da cidade polonesa de Plock no ano de 1931.

Dizia nosso Redentor a Santa Faustina: “Causam-me prazer as almas que recorrem à Minha misericórdia. A estas almas concedo graças que excedem os seus pedidos. Não posso castigar, mesmo o maior dos pecadores, se ele recorre à Minha compaixão, mas justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia” [1].

 

Durante suas revelações a Santa Faustina, Nosso Senhor também ressaltou sua segunda vinda, prometendo retornar em glória para julgar o mundo no amor, como está descrito no Evangelho de São Mateus (Capítulos 13 e 25).

“Fala ao mundo da Minha misericórdia, que toda a humanidade conheça a Minha insondável misericórdia. Este é o sinal para os últimos tempos; depois dele virá o dia da justiça. Enquanto é tempo, recorram à fonte da Minha misericórdia” (Diário, 848).

Instituição da Festa da Divina Misericórdia

 

Na época em que se instituiu a Festa da Divina Misericórdia, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos emitiu um decreto no qual se estabeleceu que “por todo o mundo, o segundo Domingo da Páscoa irá receber o nome de Domingo da Divina Misericórdia, um convite perene para os cristãos do mundo enfrentarem, com confiança na divina benevolência, as dificuldades e desafios que a humanidade irá experimentar nos anos que virão”.

O Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Emérito Bento XVI, assegurou que “frequentemente as revelações privadas provêm da piedade popular e nela se refletem, dando-lhe novo impulso e suscitando formas novas. Isto não exclui que aquelas tenham influência também na própria liturgia, como o demonstram, por exemplo, a festa do Corpo de Deus e a do Sagrado Coração de Jesus”.

Como obter indulgência plenária na Festa da Divina Misericórdia

Durante a Festa da Divina Misericórdia é possível obter indulgência plenária. Para isso os fiéis devem viver com piedade intensa esta celebração. São João Paulo II estabeleceu, através de um decreto, que o Domingo da Divina Misericórdia seja enriquecido com a Indulgência Plenária “para que os fiéis possam receber mais amplamente o dom do conforto do Espírito Santo e desta forma alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo e, obtendo eles mesmos o perdão de Deus, sejam por sua vez induzidos a perdoar imediatamente aos irmãos”.

As graças do Domingo da Divina da Misericórdia

Nosso Senhor misericordioso prometeu conceder as seguintes graças no dia da Festa da Divina Misericórdia:

 

“A alma que se confie e receba a Santa Comunhão obterá o perdão total das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas através das quais fluem as graças. Quem nesse dia se aproximar da Fonte de Vida receberá o perdão total das culpas e das penas”.

“Não encontrará alma nenhuma a justificação até que se dirija com confiança à Minha misericórdia. Nesse dia os sacerdotes devem falar às almas sobre Minha misericórdia infinita”.

Jesus também enfatizou a Soror Faustina que Sua Misericórdia é a última tábua de salvação que oferece à humanidade. “As almas morrem apesar de Minha amarga Paixão. Lhes ofereço a última tábua de salvação, quer dizer, a Festa de Minha Misericórdia. Se não adorarem Minha Misericórdia morrerão para sempre”.

 

Significado da imagem da Divina Misericórdia

A famosa imagem da Divina Misericórdia foi revelada a Santa Faustina pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, que pediu a ela para que a pintasse, e depois explicou todo o significado por de trás de cada detalhe, além dizer o que os fiéis podem alcançar através dela.

A imagem é um símbolo da caridade, do perdão e do amor de Deus, conhecida como a “Fonte da Misericórdia”. As versões, em sua maioria, mostram Jesus levantando sua mão direita em sinal de bênção e apontando com sua mão esquerda o peito do qual fluem dois raios: um vermelho e outro branco.

 

“O raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas (…) Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus” (Diário, 299).

Fonte e foto: Gaudium Press




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